«my hand searches for your hand (...) help me! are you looking for me?»
Como sempre. Tu aí, eu aqui. Tu foges, eu escondo-me. Tu corres, eu ando. Tu flutuas, eu nado. Tu, eu; eu e tu. Dois seres completando a unificação da diversidade mundial.
Branco & Preto. Surgiste como um metorito caído na Terra. Encontrei-te, guardei-te, possuí-te. Mas agora tens de voltar, voltar de onde vieste. E isso custa-me tanto. É como caminhar 500 000 quilómetros sem parar. Contudo não podes ficar e tens de voltar para a tua familia, onde pertences. Compreendo. O tempo remoto em que caminhávamos de mãos dadas, seladas pelo tempo e companheirismo já se acabou.
Não esperes mais, nem por mim. Eu adoro-te, mas não vou estar lá. Era como assistir ao meu próprio funeral. As despedidas são o meu calcanhar de Aquiles e não posso caír sobre os meus joelhos num momento tão delicado. Não enquanto cá estiveres. Depois irei cair sobre os meus próprios joelhos, no chão molhado pela chuva de Janeiro, o meu peito irá abrir-se num grande e profundo buraco, chorarei, gritarei pelo teu nome, suplicarei aos céus para que voltes, bradarei um "não" de dor e desespero; mas por agora, vou dar um sorriso e irei dizer com a minha voz fina e ténue: Telefona-me quando chegares.
Um telefonema não será o suficiente. Não o suficiente para selar o buraco que se abriu e curar as feridas dos meus joelhos ensanguentados. (...) Mas tens de ser forte. Por ti, por ele. - ouço da boca da minha amiga. Aquela que nao ocupa o teu lugar, nem preenche um quarto dele. Aceno com a cabeça e nada digo.
É dificil. Sempre foi.
Desta vez é diferente. (...) Desta vez é para sempre.
Como sempre. Tu vais, eu fico. Tu beijas-me, eu viro-me. Tu pedes desculpa, eu aceito.
Caminhas em direcção ao Terminal 23. Eu espreito-te. Já não te vejo.
Tu partiste, eu amo-te...
Branco & Preto. Surgiste como um metorito caído na Terra. Encontrei-te, guardei-te, possuí-te. Mas agora tens de voltar, voltar de onde vieste. E isso custa-me tanto. É como caminhar 500 000 quilómetros sem parar. Contudo não podes ficar e tens de voltar para a tua familia, onde pertences. Compreendo. O tempo remoto em que caminhávamos de mãos dadas, seladas pelo tempo e companheirismo já se acabou.
Não esperes mais, nem por mim. Eu adoro-te, mas não vou estar lá. Era como assistir ao meu próprio funeral. As despedidas são o meu calcanhar de Aquiles e não posso caír sobre os meus joelhos num momento tão delicado. Não enquanto cá estiveres. Depois irei cair sobre os meus próprios joelhos, no chão molhado pela chuva de Janeiro, o meu peito irá abrir-se num grande e profundo buraco, chorarei, gritarei pelo teu nome, suplicarei aos céus para que voltes, bradarei um "não" de dor e desespero; mas por agora, vou dar um sorriso e irei dizer com a minha voz fina e ténue: Telefona-me quando chegares.
Um telefonema não será o suficiente. Não o suficiente para selar o buraco que se abriu e curar as feridas dos meus joelhos ensanguentados. (...) Mas tens de ser forte. Por ti, por ele. - ouço da boca da minha amiga. Aquela que nao ocupa o teu lugar, nem preenche um quarto dele. Aceno com a cabeça e nada digo.
É dificil. Sempre foi.
Desta vez é diferente. (...) Desta vez é para sempre.
Como sempre. Tu vais, eu fico. Tu beijas-me, eu viro-me. Tu pedes desculpa, eu aceito.
Caminhas em direcção ao Terminal 23. Eu espreito-te. Já não te vejo.
Tu partiste, eu amo-te...
P.S - ... para sempre.