Capítulo Um
O Terceiro
Cravada na escuridão, silencio o teu nome. Fecho os olhos e um flash branco inunda-os…
Sentei-me na vigésima rocha que encontrei à beira-mar, flutuei nos meus pensamentos e abstraí-me do Mundo. Era já o crepúsculo – a minha parte preferida do dia – quando ouvi o sussurrar das ondas perto de mim. A areia fina libertava impacientemente um grito doce e ténue, sempre que o vento arrebatador, teimava em levá-la consigo para o infinito azul. De mãos dadas com o tempo, lado a lado com o perigo, viajei para o futuro e vi nós dois, juntos, numa ilha deserta. Tornou-se lua nova, e comprei um bilhete para as estrelas, que me alcançavam com os seus olhos observadores e intimadores sob mim. Se eu ao menos pudesse perguntar a deus… Porquê que não estavas comigo naquela noite? Olhei em volta – já com as mãos a segurarem o meu tronco para que este não se desmoronasse devido aos buracos no meu peito, assemelhando-se mais a um queijo suíço – e procure um sinal teu, mas a areia permanecia quente e lisa como os lençóis de seda, mostrando-se imaculada aos teus pés. Tudo permanecia igual. Subitamente, um arrepio gélido apoderou-se da minha coluna, quando senti as tuas calorosas mãos frias a percorrerem a minha nuca despida pelo vento singelo. Viro-me num segundo e meio para trás, em tua direcção, e ali estavas tu; inocente com um rosto intrépido, mas ao mesmo tempo, caloroso. Estendeste-me, sem pronunciares uma única sílaba, a tua enorme mão, pálida como a neve, fria como o gelo. Ainda atordoada com a tua presença, os meus olhos teimavam a ficar imóveis – as minhas memórias nunca tinham feito justiça à tua beleza. Só quando senti os meus lábios a se cerrarem é que me apercebi que tinha estado - desde o instante em que te senti – de boca aberta. Descomprimindo a leve linha que definia os teus lábios, lançaste-me o teu sorriso enviesado – o meu preferido – e disseste-me apenas: “Vem comigo!”…
- Aahhh! Eram cinco e meia da manhã, quanto tinha acordado pela terceira vez naquela noite. Tapei a minha boca com uma das fronhas que se encontrava a meu lado, para que os meus pais não acordassem com o meu grito tormentoso. Levantei-me num súbito momento e limitei-me a ficar sentada na cama, tapada pelos lençóis de algodão. Ao colocar a minha mão direita na testa, apercebi-me de que não só estava a tremer como se tivesse apanhado um choque eléctrico, mas também como todo o meu corpo se tinha transformado em água. “Transpirei assim tanto?”.
Sabia que após as minhas utopias me terem usurpado três vezes naquela noite, não iria conseguir dormir nem mais um segundo. Limitei-me a esperar, desta vez deitada na cama, até que o sol invadisse o meu quarto.
Enquanto o tempo passava, fixei a minha mente nos três sonhos que tinha tido, particularmente no último, - sim, o recente e agitado devaneio que a minha mente permitira entrar – e tentei perceber que significado cada um deles me contava…
Sabia que após as minhas utopias me terem usurpado três vezes naquela noite, não iria conseguir dormir nem mais um segundo. Limitei-me a esperar, desta vez deitada na cama, até que o sol invadisse o meu quarto.
Enquanto o tempo passava, fixei a minha mente nos três sonhos que tinha tido, particularmente no último, - sim, o recente e agitado devaneio que a minha mente permitira entrar – e tentei perceber que significado cada um deles me contava…
Opah.. nunca desistas.
ResponderEliminarEu bato-te se sequer pensares nisso. (a)
beijo. *